O diagnóstico fiscal divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) em dezembro do ano passado revelou aquele que é um cenário preocupante para a maior parte dos municípios brasileiros. Em Minas Gerais, por exemplo, 122 cidades, o equivalente a 17% das que participaram do levantamento, não tinham perspectivas de encerrar o exercício de 2025 com as contas equilibradas, evidenciando as dificuldades estruturais enfrentadas no início do ciclo administrativo que se iniciou no ano passado e vai terminar em 2028.
Nesse contexto desafiador, Betim conseguiu se destacar positivamente ao contrariar a tendência estadual e nacional, atravessando o exercício do ano anterior e ingressando em 2026 com superávit financeiro.
O resultado representa mais do que um dado contábil: sinaliza capacidade de planejamento, responsabilidade fiscal e maturidade administrativa em um momento em que a maioria dos municípios ainda enfrenta forte pressão sobre seus caixas.
A pesquisa da CNM, realizada entre os dias 14 de outubro e 5 de dezembro, alcançou 701 municípios mineiros, o equivalente a 82% do total do Estado, a maior taxa de cobertura do Sudeste. O percentual de cidades mineiras em desequilíbrio fiscal ficou ligeiramente acima da média nacional, de 16,7%, reforçando o peso das dificuldades financeiras herdadas por grande parte das novas gestões.
Em nível nacional, 696 municípios afirmaram que não tinham condições mínimas de fechar 2025 sem déficit. Embora 78,9% das prefeituras pesquisadas tenham declarado capacidade de encerrar o ano com as contas em equilíbrio, os dados revelam um ambiente de forte restrição orçamentária, agravado por pressões históricas sobre despesas obrigatórias, especialmente no primeiro ano de mandato.
A crise financeira e a escassez de recursos foram apontadas como o principal desafio por 80% dos municípios mineiros, seguidas pela instabilidade política e econômica, citada por 67% dos gestores. Esse cenário reflete o período típico de ajuste de contas, quando os novos prefeitos precisam reorganizar finanças, corrigir passivos e reconstruir a capacidade de investimento das administrações locais.
É justamente nesse ambiente que o desempenho de Betim ganha relevância. O superávit alcançado ao final de 2025 garante tranquilidade fiscal, amplia a capacidade de gestão e permite que a administração municipal atue com foco estratégico, sem a necessidade de medidas emergenciais ou cortes abruptos em políticas públicas essenciais.
Esse equilíbrio financeiro é fundamental para a execução do “Betim 90”, que representa, na prática, a aplicação estruturada do Plano Plurianual (PPA) do município (a estratégia para os quatro anos da atual gestão).
Com as contas organizadas, Betim estabelece condições reais para transformar planejamento em entrega, assegurando previsibilidade, continuidade administrativa e maior eficiência na alocação dos recursos públicos ao longo dos próximos meses.
Enquanto muitos municípios ainda enfrentam restos a pagar descobertos, atrasos com fornecedores e limitações severas de caixa, Betim demonstra que responsabilidade fiscal e visão de longo prazo caminham juntas.
A cidade deverá ter, em 2026, uma receita estimada de R$ 3,5 bilhões, o suficiente para arcar com seu custeio, incluindo a folha de pagamento, saúde e educação, as maiores pressões sobre a gestão. Não há conforto financeiro, mesmo porque essas três despesas, sozinhas, já consomem quase todo o orçamento.
É preciso “sair do ninho”, ir atrás de investimentos (públicos, advindos de outras instâncias de poder, e privados, por meio de parcerias), planejar, dar transparência e agir, sempre, com os mais modernos conceitos de conformidade. Isso a gente fez muito bem em 2025, definindo nossas prioridades e fazendo grandes entregas para a população.
Por tudo o que foi exposto, tivemos o superávit, algo que muitas cidades não tiveram como alcançar. Não é um fim em si mesmo, mas um instrumento que fortalece a gestão pública, protege o futuro da cidade e consolida bases sólidas para o desenvolvimento econômico, social e urbano planejado.
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