Lições da Colômbia: esperança, obras e símbolos

Depois de três anos, volto à Colômbia. Desta vez, não como turista, mas em missão oficial pela Frente Nacional de Prefeitos. Foi uma experiência rápida, intensa e, sobretudo, repleta de aprendizados para o futuro de Betim.

A Colômbia de hoje demonstra algo que precisamos resgatar no Brasil: esperança baseada em planejamento, continuidade e entrega de resultados. Suas principais cidades enfrentaram, nas últimas décadas, desafios profundos, como violência, desigualdade, narcotráfico e exclusão social. Ainda assim, construíram caminhos consistentes de transformação.

Medellín: urbanismo social como política de Estado

Medellín é hoje um exemplo clássico de recuperação urbana e social. O caso mais conhecido é a Comuna 13, que já foi um dos territórios mais violentos do mundo. Após anos de domínio do narcotráfico e de conflitos armados, o território foi transformado com investimentos contínuos em infraestrutura, mobilidade, cultura e oportunidades.

Escadas rolantes, teleféricos, centros culturais e projetos educacionais integraram a população ao restante da cidade. O que antes era símbolo de medo hoje é símbolo de turismo, empreendedorismo e integração social.

Mas Medellín não se resume à Comuna 13. Projetos como o Parque del Río e as UVAs (Unidades de Vida Articulada) mostram que o urbanismo social é uma estratégia ampla. As UVAs, por exemplo, transformaram áreas de reservatórios de água e mananciais degradados em espaços de convivência, cultura, esporte e lazer, fortalecendo o senso de pertencimento comunitário.

Mais do que obras, Medellín construiu uma nova mentalidade: a cidade como instrumento de inclusão social.

Bogotá: mobilidade, inovação e cuidado social

Em Bogotá, a realidade é outra: uma metrópole com mais de 8 milhões de habitantes, trânsito intenso e desafios complexos. Ainda assim, a cidade demonstra ousadia e inovação.

O sistema de transporte público, inspirado no modelo de Curitiba, tornou-se referência internacional. O TransMilenio mostrou que o transporte sobre pneus pode ser eficiente, estruturador e de baixo custo. Hoje, Bogotá avança para uma nova etapa: a eletrificação da frota, com investimentos em energia limpa e sustentabilidade.

Outro aspecto que chama atenção é a integração entre mobilidade e políticas sociais. Teleféricos urbanos, como o da Ciudad Bolívar, conectam comunidades periféricas e reduzem desigualdades territoriais.

Além disso, Bogotá investe em políticas públicas inovadoras para mulheres e idosos, como as Manzanas del Cuidado — redes de equipamentos públicos que oferecem acolhimento, qualificação, saúde, assistência e apoio ao cuidado familiar. Essas iniciativas reconhecem o papel das mulheres, especialmente as mais vulneráveis, como protagonistas do desenvolvimento social.

Inspirações para Betim

A experiência colombiana reforça caminhos que já estamos trilhando em Betim. Projetos como o centro de acolhimento de idosos, o programa Paraopeba Vivo, a ampliação da educação infantil, as políticas de integridade e transparência, e as obras estruturantes mostram que nossa cidade também escolheu um rumo.

Nos próximos meses, avançaremos com a nova licitação do transporte público, incorporando sustentabilidade, inovação e qualidade. A eletrificação da frota e a integração regional fazem parte dessa visão de futuro.

Mais do que copiar modelos, o desafio é adaptar soluções à nossa realidade, com responsabilidade fiscal, planejamento e escuta da população.

A principal lição: continuidade

Talvez a maior lição da Colômbia seja a continuidade. Medellín e Bogotá avançaram porque mantiveram projetos estratégicos independentemente de partidos ou grupos políticos. Governos diferentes deram sequência a políticas públicas estruturantes.

É exatamente isso que buscamos em Betim. Mantivemos e ampliamos políticas iniciadas em gestões anteriores, como a educação infantil, e estamos consolidando novas iniciativas que precisam ultrapassar mandatos.

Cidades que prosperam são aquelas que planejam para o longo prazo.

Esperança, obras e símbolos

Ao final desta missão, levo três palavras que sintetizam o aprendizado colombiano:

Esperança, porque nenhuma cidade está condenada ao atraso quando há planejamento e compromisso.

Obras, não apenas físicas, de concreto e qualidade, mas também sociais, que transformam vidas.

Símbolos, capazes de despertar na população o sentimento de pertencimento e de continuidade. Projetos que não pertencem a um governo, mas a uma sociedade.

Seguimos trabalhando para que Betim construa seus próprios símbolos e deixe um legado duradouro para as próximas gerações.

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